Entre mundos, línguas e vozes – escrevo para abafar o silêncio.
Olá! Eu sou a Victoria Schechter, escritora brasileira atualmente radicada no Reino Unido, com uma paixão por narrativas que atravessam fronteiras e idiomas.
Sou formada em Letras pela Universidade de São Paulo, com habilitação em Português e Inglês. Tenho também dois mestrados: um MFA em Escrita Criativa pelo Instituto Vera Cruz, em São Paulo, e um MA em Literatura Modernista e Contemporânea pela University of East Anglia (UEA), no Reino Unido. Atualmente, estou no terceiro ano do meu doutorado em Creative-Critical Writing (Escrita Critico-Criativa), também na UEA, onde pesquiso formas inovadoras de contar histórias, abordagens criativas para o pensamento crítico e os estudos culturais e literários da deficiência.
Comecei no litoral de São Paulo, escrevendo sozinha no quarto escuro, depois vieram os diplomas e me radiquei no leste da Inglaterra. Construí minha escrita entre duas línguas e dois países.
Pesquiso e escrevo sobre literatura e deficiência, buscando formas que nascem do corpo e da experiência.
Sou autora de Prismas, meu romance de estreia, ministro oficinas, dou mentorias e desenvolvo um trabalho que une criação e investigação crítica.
O que acontece quando escrevemos a partir do corpo — com todas as suas fragilidades, dependências e descontinuidades? em ‘to break the fifth wall’, título ainda provisório da minha tese crítico-criativa (clique aqui se quiser saber mais sobre o que é uma pesquisa com essa estrutura, clique aqui), exploro como a deficiência pode transformar não apenas as histórias que contamos, mas também as formas que escolhemos para contá-las. o projeto une ficção e teoria para propor que fragmentação, silêncio e incerteza não são falhas narrativas, mas modos de dar corpo à experiência de estar no mundo de outro jeito.
Prismas é meu romance de estreia, publicado pela Editora Patuá em 2022. A narrativa mergulha em temas como percepção, identidade e a experiência vivida da deficiência. Embora não seja autobiográfico, o livro reflete aspectos das conversas e trocas que tive ao longo da vida com pessoas cegas ou com baixa visão — e um pouco da minha vivência também.
A história acompanha Isabel Leone, uma cantora e professora de música cega, que leva uma vida estável e autônoma na cidade de São Paulo. Sua rotina é abruptamente transformada ao descobrir uma gravidez não planejada. Durante um voo longo, Isabel mergulha em lembranças de sua infância e adolescência no interior paulista, numa família de cafeicultores em decadência; revisita as marcas da solidão imposta pela forma como sua deficiência era percebida dentro de casa; e relembra o encontro com a música, a sexualidade, o desejo e a construção de sua autonomia.
“A literatura de Victoria Schechter é única, porque é única a sua perspectiva. A cegueira já foi algumas vezes retratada como uma questão sensorial, como um acesso distinto às imagens do mundo. Aqui, a partir da experiência da autora e de sua grande habilidade em sintetizá-la, a cegueira se torna algo maior, se torna uma importante questão social, que afeta de maneira forte e inesperada cada uma das relações humanas. Não são só as imagens do mundo que ganham outra dimensão: é a própria compreensão do mundo que se transforma pelo olhar clarividente da autora.”
“Um livro sensível e muito bem escrito, no qual a protagonista aprende a superar a solidão da deficiência visual para encontrar o seu próprio lugar no mundo.”
“Que livro bom! Gosto de livros que me incomodam, que me tiram da minha zona de acomodação, que me fazem refletir. Assim foi com esta leitura.”
Aqui escrevo reflexões sobre a vida, dicas de livros e conteúdos para assistir e ouvir e, sim, algo sobre minha experiência de PCD/expatriada/doutoranda/criativa – e do não-lugar que habito entre todos esses recortes. (Por enquanto só em inglês no Substack)
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